Sunday, May 10, 2009

Inclusão de alunos com necessidades especiais!

Ficou assegurado pela Constituiçao Brasileira (1988) o direito de todos à educação, garantindo assim, o atendimento educacional de pessoas que apresentam necessidades especiais, a lei expressa em seu conteúdo alguns avanços significativos, mas na prática do cotiano escolar essas conquistas estão com certeza longe de serem alcançados, nas escolas existe a carência de recursos pedagógicos e a falta de preparação do professor para lidar com esses alunos especiais.O ano passado tinha na minha sala de aula um aluno cadeirante, no inicio fiquei preocupada como seria a atitude dos colegas com esse aluno, mas para minha surpresa, os demais alunos o auxiliavam diariamente trazendo o caderno dele para corrigir, levando ele para a merenda no refeitório, na hora do recreio, na recreação sempre tinha um oudois que ficavam brincando com ele de carrinho, ping-pong, jogos... encontrei dificuldade quando ele precisava ir ao banheiro, ele não tem forças nos braços também, então tinhamos que de duas ajudá-lo a tirar a calça, sentá-lo e limpá-lo, quando a equipe diretiva estava elas levavam o aluno para mim, mas começou a ficar complicado, tinha que deixar o resto da turma sozinha para atende-lo, então solicitei que a mãe viesse em um horário para poder levá-lo ao banheiro, mas no início a mãe custou a entender que a escola não podia abraçar tudo sozinha, a família também precisa estar presente para auxiliar, já que a escola não está preparada para atende-lo como gostaríamos. Nosa escola construiu uma rampa para ele e no banheiro foi colocado uma barra de apoio, mas com a falta de força não adiantava.

"Como me vejo" e "Como as outras pessoas me veêm"




Eu me vejo como uma mulher madura, mãe de duas filhas Natália de 12 anos e Daniela com 16 anos, casada há 21 anos, trabalhando há 23 anos como professora em Alvorada. Uma pessoa carinhosa, sensível, mãezona, sincera,às vezes explosiva, insegura, feliz.
Com linhas de expressões na testa, algumas rugas ao redor dos olhos, manchas na pele, cabelos com fios brancos, um rosto redondo, acima do peso. Gosto dos meus olhos e não gosto do meu nariz. Estou muito parecida com a minha mãe.
Trago na minha memória uma infância humilde, mas feliz, com uma família estruturada, brincadeiras e brinquedos simples como esconde-esconde, pega-pega, bolinhas de gude, corda, bola, bonecas feitas por minha mãe e minha vó materna, amigas de infância que até hoje algumas fazem parte da minha vida, família reunida no Natal, ano novo, as festinhas de aniversário que minha mãe sempre fez ano a ano, ela mesma fazia o bolo e os salgadinhos. Saudade da minha mãe que era tão carinhosa, dedicada, amorosa com todos os filhos, do meu pai que apesar de mais durão se preocupava que não faltasse nada para nós e de um jeito diferente nos dava carinho. Tenho muito marcante na minha memória a perda da minha mãe e do meu pai, o meu casamento, o nascimento das minhas filhas, a entrada delas na escola, ...
As outras pessoas me vêem uma mulher com cabelos castanhos, olhos castanhos, pele clara, algumas manchas na pele, rosto oval, boca pequena, nariz fino e comprido, um pouco acima do peso, bonita, simpática, sincera, ponderada, meiga, inteligente, ciumenta e com descendência européia.

Mosaico Étnico-Racial!



Realizei o trabalho do mosaico étnico-racial com minha turma de terceira série.
Iniciei a conversa pedindo que os alunos como tarefa para casa que conversassem com familiares para que soubessem suas origens para no dia seguinte continuarmos o trabalho.
No dia dia seguinte procurei me aprofundar no assunto, falando sobre as diferentes raças e povos que compõem o nosso povo brasileiro, os alunos foram participando sobre o assunto e falando sobre as suas origens, comidas típicas, vestimentas, costumes e tradições.
Após esse debate com os alunos fomos para a informática e pedi que cada um pesquisasse sobre a sua origem.
Voltamos para a sala de aula e utilizando revistas confeccionamos o nosso mosaico étnico-racial. Ajudou bastante alguns alunos a se aceitarem melhor e principalmente a verem que apesar de alguns colegas serem diferentes entre si muitos tem em comum o mesmo grupo étnico-racial.

Educação Especial!

Com certeza a educação especial ao longo dos tempos passou por várias mudanças, lendo o texto História, Deficiência e Educação Especial de Arlete Betoldo, ficou muito evidente essas mudanças, na antiguidade os deficiêntes eram abandonados, perseguidos e eliminados.Nos séculos XVIII e meados do século XIX, os indivíduos que apresentavam deficiência eram segregados e protegidos em instituições residenciais. No final do século XIX e meados do século XX é marcado pelo desenvolvimento de classes especiais em escolas públicas, visando oferecer à pessoa deficiente uma educação à parte e finalmente no final do século XX, aparece um movimento de integração social dos indivíduos que apresentam deficiência, o objetivo integrá-los em ambientes escolares oferecidos à pessoa normal. O Brasil em relação a outros países esteve sempre atrasado referente a deficiência, até o início da década de 50, a deficiência esteve restrita aos meios acadêmicos, nos séculos XVII e XIX no nosso país não existia nenhum interesse pela educação das pessoas consideradas idiotas e imbecis, persistindo a era da negligência (Mendes,1995).Com a criação do \"Instituto dos Meninos Cegos\" e Instituto dos Surdos-Mudos, representou uma grande conquista para o atendimento dos indivíduos deficientes, com isso abriu espaço para a conscientização e a discussão sobre a sua educação. A Educação Especial se caracterizou por ações isoladas e se referiu mais às deficiências visuais, e em menor quantidade, às deficiências físicas.

Minha Aprendizagem!

Acredito que a cada dia estamos aprendendo algo novo, seja na escola, na família, no trabalho,etc O que eu aprendi de novo nos últimos tempos e que está sendo bem marcante em minha vida é utilizar o computador e as várias ferramentas disponíveis em um curso de graduação a distância ( PEAD ) pela UFRGS.
O desafio começou quando tive que aprender a mexer no computador, quase não havia um conhecimento prévio, o pouco que sabia é o que ouvia falar que o computador servia para pesquisar, mandar e receber email, digitar um trabalho... não chegava perto do computador, nem sabia ligar ou desligar, mandar um email, digitar no word, com o início do curso a distância vieram as descobertas das novas ferramentas blog, webfólio, wik, fórum, pbwik, skip nunca tinha visto falar nessas ferramentas. Com o auxílio das professoras, tutoras, minhas filhas e colegas do curso comecei a conhecer melhor o computador e suas ferramentas. Em casa minhas filhas Daniela e Natália me ensinavam o que elas sabiam, na escola minhas colegas de curso Cristiane, Denise, Nair Marili e Tatiane Rosemary, contei também com o auxilio no pólo das tutoras Adriana, Vanessa, Rosaura e Graci. Me lembro quantas vezes chorei porque não conseguia utilizar uma ferramenta ou fazer um slide, um gráfico, um mapa conceitual, ficava nervosa, irritada, meu esposo e minhas filhas tinham que me deixarem sozinha até eu conseguir me acalmar e tentar de novo, de novo, quantas vezes fossem necessárias para concluir um trabalho, às vezes tinha que ir na casa de uma colega ou no pólo para pedir “socorro”.. Hoje já no sexto semestre do curso de graduação a distância, olho para trás e percebo o quanto eu aprendi e ainda estou aprendendo neste curso.